terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pancadaria no Centro

A área próxima ao hospital é considerada “Zona de Silêncio”, mas em fim de semana o local vira uma verdadeira “zona” de tanto barulho




As cenas lamentáveis de brigas no Centro de Dois Irmãos voltaram a atormentar os moradores. Na noite de sábado, duas brigas generalizadas em plena Av. São Miguel deixaram feridos e um veículo danificado. A confusão aconteceu entre 18h30 e 19h.
Uma moradora, que prefere não ser identificada, conta que estava dentro de casa quando ouviu um estouro, seguido de gritos. “Assim que escutei o estouro, pensei que fosse algum poste de energia, por causa do mau tempo. Mas logo iniciaram gritos e pude perceber que era briga”, conta ela, que ligou para a Brigada Militar. Os policiais estiveram no local e a confusão parou. Porém, cerca de 30 minutos mais tarde, os gritos recomeçaram e a briga foi ainda pior. Uma viatura já estava no local quando a moradora voltou a ligar para a BM. “Assim que desliguei o telefone, outra viatura chegou em alta velocidade na contramão da avenida para conter a briga. Uma ambulância também já estava no local para socorrer um dos envolvidos”, diz ela. Enquanto todos estavam voltados para o atendimento do rapaz ferido, outro começou a chutar uma Saveiro estacionada em frente à Sociedade Santa Cecília. “A lataria ficou amassada e o vidro quebrado”.
No muro de uma casa na Av. São Miguel ainda havia marcas de sangue nesta segunda-feira. “Não sei dizer quantas pessoas estavam envolvidas e não vi onde a briga começou, mas esse tipo de coisa não pode continuar”, comenta ela, lembrando que no local da briga existe uma placa de “Zona de Silêncio” por causa do hospital. “Isso não é só de hoje. A placa nunca foi respeitada e não há fiscalização. Para nós, que não estamos doentes, já é horrível ficar vendo e escutando toda essa violência que acontece aqui, imagina então para as pessoas enfermas no hospital... É desprezível isso que aconteceu e esta placa é uma hipocrisia, pois ela só existe como enfeite. O barulho é constante”, revolta-se a moradora.

Desacato e briga no Postão
Não se sabe ao certo o que motivou a briga. De acordo com a BM, quatro pessoas foram identificadas e encaminhadas para a Delegacia de Pronto Atendimento de Novo Hamburgo. No registro da Polícia Civil, consta que ao chegarem no Centro, os policiais militares encontraram os envolvidos com lesões corporais. Os acusados resistiram à ação policial. Um brigadiano foi desacatado por dois envolvidos e, conforme a ocorrência, chegou a sofrer lesão leve. Os feridos foram levados ao Postão, onde encontraram outros dois envolvidos e a briga recomeçou.
Ana Paula Macedo, chefe do Postão, relata que a confusão durou cerca de 30 minutos até que os policiais conseguiram conter os brigões. “Quando a BM chegou no posto, eles avançaram nos policiais e também agrediram dois bombeiros que traziam uma vítima de acidente. Os feridos entraram quebrando tudo. Eles quebraram um aparelho de medir pressão, uma cadeira de rodas e um suporte de soro. O posto ficou com sangue e barro por todos os lados”, relata a chefe do Postão.

São José começa a receber calçamento


Um pedido de muitos anos dos moradores de São José do Herval, em Morro Reuter, vai virar realidade. Na manhã desta segunda-feira iniciaram as obras de pavimentação com blocos de concreto em frente ao Restaurante Kieling, na rua Reinaldo Kieling.
Ao total são 2.700 m² de pavimentação. Além da Rua Reinaldo Kieling, ainda será calçado um trecho que liga à Fazenda e outro que vai a Muckenthal. A obra vai custar R$ 65 mil reais e será custeada pela prefeitura e comunidade. A previsão de conclusão é em um mês. “Se o tempo colaborar. Mas o certo é que até o fim do ano esteja pronta”, destacou o secretário de Obras, Marcelino Durings, acrescentando que toda tubulação de água e esgoto foi concluída “Está feito para não se mexer mais”, disse o secretário.
Hoje à tarde, o prefeito Adair Bohn, o vice Harri Becker e o secretário Marcelino visitaram o local. “Para nós é sempre uma alegria poder iniciar uma obra, e esta é um sonho antigo da comunidade”, disse o prefeito, pedindo “capricho” para o encarregado. “Capricha aí que este povo é exigente”, brincou ele.
A satisfação está estampada no rosto dos moradores. Seu Armindo Kilp, 77 anos, apenas lamentou a demora de tantos anos. “Nasci aqui e vivi 77 anos na poeira”, disse ele, enquanto acompanhava o trabalho dos funcionários. Lauri Kieling, do Kieling’s Haus, até deu uma “mãozinha” alcançando blocos de concreto para os operários da empreiteira. “Em 1995 fizemos um abaixo- assinado solicitando a obra. Na época, nove moradores assinaram o documento. Mas entrou prefeito, saiu prefeito, e sempre ficou na promessa. Ano passado, o Adair e o Harri fizeram uma pesquisa e a prioridade votada por esta comunidade foi novamente a pavimentação. Eles prometeram que iam fazer e agora já estamos vendo este sonho se tornar realidade”, disse Lauri, satisfeito. “Poeira também é questão de saúde pública”, acrescentou o morador.
A empreiteira And Elésio, de Ivoti, executa a obra em São José.