quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Morador denuncia e polícia prende três por furto em loja

Graças à informação de um morador de Dois Irmãos, que suspeitou de três pessoas estranhas circulado pelo Centro da cidade na tarde de segunda, a Brigada Militar conseguiu prender três bandidos em flagrante por furto qualificado a uma loja A iniciativa do morador, preocupado com a segurança pública, serve de exemplo do que se chama de policiamento comunitário. Uma simples ligação para a BM fez a diferença para colocar mais três bandidos na cadeia.
O morador estranhou a presença de três homens em atitude suspeita. O trio, que dirigia o Tempra IBB-5777, de Esteio, estacionou na Travessa Atiradores. Dos três homens, apenas dois desceram e seguiram caminhando em direção ao Centro. A testemunha ligou para a Brigada Militar, que prontamente foi até a travessa e abordou o motorista Robson Matos Figueiredo, de 29 anos. Ele tentou “enrolar” os brigadianos, dizendo que estava apenas visitando a cidade na companhia de sua namorada, que naquele momento tinha ido a uma loja.
Nesse instante, o mesmo morador viu os outros dois, Juliano Prestes Saldanha, 26 anos, e Rovane de Castro Rodrigues, 25. Ele voltou a ligar para a BM e avisou o policial, que entrou em contato com os colegas. Quando a dupla dobrou a esquina da travessa, se deparou com os policiais. Eles foram detidos com cerca de 10 correntes masculinas roubadas em uma loja do Shopping São Miguel Center. Algemados, os três foram levados à delegacia e autuados em flagrante por roubo. Eles foram transferidos para o Presídio de Montenegro.

Prefeito Miguel viaja para Brasília


O prefeito Miguel Schwengber viajou nesta terça-feira à Brasília, capital federal, onde fica até o final da semana. Nesta manhã, ele fez a transmissão do cargo ao vice-prefeito, Mauro Rosso.
A agenda em Brasília estava prevista para depois das comemorações do aniversário do município, que ocorrem durante todo o mês de setembro, mas acabou antecipada. O prefeito Miguel vai participar de uma audiência no Ministério de Desenvolvimento da Indústria e Comércio, que acontece na próxima sexta-feira, às 10h. A pauta é o “dumping” do calçado. Na prática, o dumping é a venda de produtos por preços abaixo de seu valor justo para outro país - preço geralmente menor do que se cobra pelo produto dentro do país exportador. Esta técnica é utilizada como forma de ganhar quotas de mercado. “O setor calçadista ainda é muito importante para Dois Irmãos. Temos que segurar o calçado de todas as maneiras possíveis”, destacou o prefeito.
Antes da audiência, Miguel participará na quinta-feira de uma reunião entre prefeitos, senadores, deputados e federações das indústrias, com visitas técnicas em escolas e ministérios. “Há duas formas de trazer recursos para o município: na elaboração de projetos ou através de emendas parlamentares. Estão previstos 800 mil para Dois Irmãos em emendas parlamentares. Se cortou muita coisa para não prejudicar as obras do PAC (Programa de Aceleramento do Crescimento) e esses recursos ainda não foram liberados”, comentou ele.
Essa será a terceira viagem do prefeito a Brasília. O presidente da Sindicato Patronal, Paulo Vicente Bender, também estará na capital federal.
Na foto, Miguel passa o cargo ao vice-prefeito Mauro Rosso.

Presidente da Câmara visita governadora


O presidente da Câmara de Vereadores, Sérgio Fink, esteve em audiência com a governadora Yeda Crusius nesta terça, no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Sérgio foi tratar de projetos pendentes para Dois Irmãos e, principalmente, da questão do asfalto entre Dois Irmãos e Campo Bom. “O convênio deve ser assinado nos próximos dias”, diz ele. A verba do Governo do Estado para a conclusão do trecho de 2,3km deve ser de 1 milhão 300 mil reais, segundo Sérgio.

TUDO IGUAL

Hooligans e União empataram em 0 a 0 no primeiro jogo da final do Municipal 2009



Hooligans e União ficaram devendo no primeiro jogo da final do Campeonato Municipal de Futebol 2009. O placar em branco resume um confronto equilibrado, com poucas chances de gols. Agora, quem vencer a segunda partida fica com o título. Empate leva a decisão para os pênaltis.
Tecnicamente, as duas equipes fizeram um jogo fraco, de pouca criatividade. O que se viu em campo foi muita marcação e pouco espaço para jogadas de ataque.
- Foi um jogo típico de final, equilibrado e com poucas chances de gol - analisa Miguel Engelmann, técnico do União.
A rigor, foi uma chance de gol para cada lado no primeiro tempo - e de bola parada. O Hooligans assustou em um cruzamento para a área em que Anderson e Fábio subiram para cabecear e um acabou atrapalhando o outro. O União levou perigo em uma cobrança de falta com Hauly.
- De repente faltou um pouco de agressividade de ambas as partes. As duas equipes ficaram se estudando - diz Miguel.
O treinador do Hooligans, Tiago Henrich, concorda que foi um jogo típico de final. Para ele, o União dominou o meio-campo e procurou o contra-ataque.
- Foi um jogo equilibrado - resume.
Os dois treinadores também concordam que a final segue sem favorito.
- O campeonato continua em aberto, mas eu acredito no potencial do nosso grupo - comenta treinador do União
- Vamos tentar ganhar no tempo normal. Se não der, então vamos para os pênaltis - completa o técnico do Hooligans.
Para o jogo decisivo, o União terá a volta de Jairinho e Diego Silva, que cumpriram suspensão no sábado. Já o Hooligans não poderá contar com o zagueiro Sapinho, que levou o terceiro amarelo.
Amanhã, às 19h30, na sede do União, haverá reunião do Conselho de Clubes.
O Hooligans ingressou com um ofício junto à Lifadi (Liga de Futebol Amador de Dois Irmãos) solicitando mudança na data do segundo jogo, que está marcado para o próximo sábado, dia 5. A direção do clube alega que não terá todos os atletas por causa do feriadão e prefere jogar no dia 12.
- A Liga não teve rodada em nenhum feriadão, por isso também não precisa jogar nesse - comenta Tik.
O União, por sua vez, prefere jogar no dia 5. O recurso do Hooligans deve ir à votação na reunião do Conselho de Clubes.


Nova operação tapa-buraco

Grupo do Turismo colocou até uma placa na lateral da VRS 873 para alertar os turistas



Sábado foi dia de mais uma operação tapa-buraco na VRS 873, em Morro Reuter. Vestindo a camiseta branca do Grupo de Turismo, donos de restaurantes e amigos largaram seus afazeres para fechar buracos.
O grupo não interrompeu o trânsito, apenas sinalizou o lugar e, com carrinho de mão, pá e terra, fez o que pôde. Na lateral da rodovia foi colocada uma faixa para receber os turistas: “Restaurantes acolhem turistas com operação tapa-buracos na VRS 873”.
- Em vez de estarmos nas panelas, estamos fechando os “panelões” da estrada - comenta Elton Wedig, proprietário do Restaurante Klaus Haus.
Para os moradores, a situação é inconcebível.
- O município não pode fazer nada. O Estado não tem recursos, e quem perde somos nós. Faltam apenas alguns metros - destaca Sônia Ornelas, do Gatil Alles.
Quem passava pelo local, oferecia ajuda. Foram os casos de Cláudio Trierweiler, dos Transportes Plátanos, e do mágico Eric Chartiot, entre outros.
As obras de asfalto no trecho que falta da VRS 873 estão paradas. Na semana passada, um grupo de operários ainda trabalhava na construção de canaletas e de um muro de contenção na lateral da via. Agora, o parque de máquinas está vazio. Os equipamentos foram recolhidos e ninguém tem informações a respeito da continuação da obra. A ação do tempo e o tráfego intenso de veículos deixa a situação ainda pior. É um buraco atrás do outro e os moradores se mobilizam do jeito que podem para amenizar os prejuízos.
O Grupo do Turismo, que já se reúne há dois anos, nunca pensou que teria de encarar a pá e o carrinho de mão para receber os turistas. Sônia lamenta:
- As pessoas adoram vir para cá, gostam, mas com toda essa buraqueira, muitos não se animam a voltar. Eles chegam ao restaurante e comentam que a estrada está muito ruim. Isso é lamentável - diz ela.
- Muitos turistas deixam de passar por aqui por causa da estrada. E eles não vêm só a Morro Reuter. O trecho liga Santa Maria do Herval e encurta o trajeto a Gramado. Motos já não passam mais. São clientes que estamos perdendo - concorda Paulo Alles, do El Paradiso.
- Antes tinha barro e poeira. Agora, é barro, poeira e buraco - conclui Heitor Wolf, do Restaurante Wolf.